Eu não julgo os nazistas. Não acho que se deva ser muito desumano e cruel para matar do modo como fizeram. Não vou muito longe, basta falar do que vejo, do que compactuo. Eu vejo fome e miséria na rua diariamente, eu vejo a humilhação de ser invisível e indesejado. Todos os dias. Há de certo modo alguma engrenagem que compactuamos que nos levam a aceitar os nivelamentos de valor de vida.
Não sei até que ponto não sabemos, ou preferimos continuar com a ilusão de conforto e segurança. Não sabemos da fome na calçada, do frio da rua, dos meninos de rua, dos prostituídos, dos animais em matadouros. E se sabemos, o que fazer contra um sistema tão bem articulado? Como se contrapor? Por quê? Não sou eu mesmo...
Não sei até que ponto os alemães não sabiam; não sei até que ponto demonizá-los vai abafar a revolta que se sente diante do holocausto. Fico calada, porque eu sou também uma alemã da década de 30 que também se prende a sua ignorância. Viva a ignorância!
Há coisas grandes. Nesta vida, há certas coisas que são de extrema importância, e dificilmente percebemos. Toda e qualquer nível de brutalidade parece tão estúpido diante delas. Estúpido. Há tanta desgraças, tanta fraqueza, tantos problemas... que todo e qualquer egoísmo parece, no mínimo, estúpido.
As pessoas são o que há de melhor. O filme nos mostra tão claramente que violência e intolerância são sempre tolas. Destaque para o momento em que o pequeno Bruno corre pela primeira vez pelo campo, livre, explorador, e para a música que o acompanha.
Não sei até que ponto não sabemos, ou preferimos continuar com a ilusão de conforto e segurança. Não sabemos da fome na calçada, do frio da rua, dos meninos de rua, dos prostituídos, dos animais em matadouros. E se sabemos, o que fazer contra um sistema tão bem articulado? Como se contrapor? Por quê? Não sou eu mesmo...
Não sei até que ponto os alemães não sabiam; não sei até que ponto demonizá-los vai abafar a revolta que se sente diante do holocausto. Fico calada, porque eu sou também uma alemã da década de 30 que também se prende a sua ignorância. Viva a ignorância!
Há coisas grandes. Nesta vida, há certas coisas que são de extrema importância, e dificilmente percebemos. Toda e qualquer nível de brutalidade parece tão estúpido diante delas. Estúpido. Há tanta desgraças, tanta fraqueza, tantos problemas... que todo e qualquer egoísmo parece, no mínimo, estúpido.
As pessoas são o que há de melhor. O filme nos mostra tão claramente que violência e intolerância são sempre tolas. Destaque para o momento em que o pequeno Bruno corre pela primeira vez pelo campo, livre, explorador, e para a música que o acompanha.

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