terça-feira, 22 de setembro de 2009

Yes man (Sim senhor), de Peyton Reed (2008)

Um filme muito clichê, com direito a separação do casal, corrida homérica de encontro e final feliz. Mas tem algo de bom, que é sobre se jogar, sobre dizer sim para as coisas, embora pareçam totalmente fora do seu contexto de personalidade.

Sem contar que demonstra uma visão positiva da vida, como se esta fosse “um parque de diversões”. Eu gosto disso, embora prefira sempre refletir com responsabilidade e sobriedade. sobre as coisas. Há cenas realmente engraçadas, irônicas, como aquela em que ele ajude o mendigo e se dá mal depois.

No fim, um filme para se ver uma vez só na vida. E já é muito!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Saneamento básico, de Jorge Furtado (2007)

O roteiro, a atuação, o modo de filmagem, a trilha sonora, tudo muito singelo. É uma quebra com a previsibilidade das produções com atores globais, em que o mundo urbano, fútil, consumista, está sempre tão forte. A linguagem é bem mais simples, dessa vez se destaca o modo de viver interiorano, de classe média, de menos acesso a bens culturais.

A única cena que achei modestamente engraçada e cativante foi a que a terceira idade do filme, no caso o personagem de Paulo José com o de Tonico Pereira comparam os aparelhos de som de seus carros, com destaque para o momento em que os dois param atentamente para ouvir uma velha música. É tocante, é simples.

Gostei, em especial, da atuação do Wagner Moura. Encarou bem a aura da simplicidade e da tranqüilidade. As complicações a respeito da falta de informação quando da produção do vídeo me levaram a pensar em qual época o filme se passa em que não há um computador disponível. Na verdade, a ignorância é geral. São pessoas comuns, de ocupação manual. Há alusões à educação de qualidade duvidosa das faculdades pequenas (Mariana fez faculdade de administração, e Fabrício de turismo, e são zoados por isso). É interessante ver os personagens fazendo seus papéis simplórios para o vídeo: atores consagrados se comportando como atores ruins.

Fica evidente à crítica a politicagem, no caso do prefeito que só vem para fazer propaganda política e pouco se envolve com os problemas comunitários. O vídeo feito dentro do filme trata a questão ambiental muito ralamente, apelando pro ‘proteja a natureza’ em uma cena que mistura a beleza da natureza com a da Camila Pitanga, em uma fusão confusa e meio non-sense.

O enredo trata, grosso modo, de pessoas mal-preparadas e criativas, que realizam um filme no mínimo ruim e com uma história fraca, como não poderia deixar de ser, mas que por terem conseguido, consegue finalizar razoavelmente, aceitavelmente, tal como este texto...