Num futuro, em que a Terra mais se parece com um amontoado de dejetos robóticos, o filme mostra os problemas que a tecnologia pode trazer. É produzido um ser de composto orgânico-robótico, chamado replicante, para ajudar em missões de difícil execução ou de alta periculosidade. Estes seres, no entanto, que apresentam inteligência humana e força descomunal, corrompem-se facilmente por serem emocionalmente instáveis. Então, são criados os blades runners, os caçadores de andróides, para destri-los.
Percebe-se que a idéia de futuro apresentada no filme é de evidente pessimismo. Os humanos pouco foram capazes de evoluir na construção de uma sociedade de bem-estar para todos. Em vez disso, brincam de criadores de vida e constroem máquinas avançadíssimas, quase humanas, sem ter nenhum tipo de preocupação ética. Os andróides são obrigados a cumprir sua função; os rebelados são simplesmente deletados.
Acompanhamos a trajetória de um blade runner e quatro replicantes restantes. Um deles força um encontro com quem o projetou, pedindo por mais tempo de vida, já que os andróides replicantes foram feitos para durarem quatro anos. Este diz ser impossível tal feito e argumenta que eles são máquinas perfeitas, que por brilharem mais tem, conseqüentemente, uma curta duração. Ao se convencer que sua dor não pode ser apagada, que não pode ter mais tempo de vida, o andróide destrói seu criador.
No momento critico do longa-metragem, em que o blade runner encontra-se encurralado por esse replicante rebelado, questiona-se naquele instante se é possível para o caçador entender como é ser escravo: ser caçado ao sair da linha do que foi programado, viver constantemente com medo... O que significa vida naquele sistema? São colocações que persistem.
Blade Runner, o caçador de andróides é um filme estadunidense de 1982, do gênero ficção científica, realizado por Ridley Scott, e ilustrando uma visão negra e futurística de Los Angeles em novembro de 2019.
