Eu gostei. Porque penso que tudo que é produzido tem que necessariamente nos colocar para refletir sobre o mundo de hoje. Seja sobre a extrema desigualdade, a pobreza, a violência, as guerras, isso nos leva a sair um pouco do pequeno e mesquinho espaço do umbigo e ser mais sensato.
A vida dura dos dois irmãos Jamal e Salin me conduziu aos meninos mendicantes de Fortaleza que eu estou vendo crescer. O que fazer? O que esses meninos passam diariamente para se alimentar? A todo tipo de humilhação e invisibilidade social estão sujeitos em tão tenra idade... E a violência acaba se tornando uma resposta necessária ao meio adverso...
Chamou-se especial atenção o uso que um criminoso indiano faz das crianças mendigas, ao cegá-las para aumentar a esmola. E depois quando aparece uma dessas crianças, cantando, cega, sua conversa com Jamal sobre sua pouca sorte, com seus olhos brancos a se revirarem, toca.
As imagens da infância sofrida poderia ter se passado no Brasil, em Fortaleza. Fica tão simples de entender a relação entre necessidade e ‘crime’ nelas. São cenas de um colorido e brilho contagiante, que me provocaram: enquanto enfrento minhas ralas dificuldades me lamentando, cedo às minhas futilidades e dissipo energia em aparências, há crianças por aí sem nenhum amparo.
Tenho que fazer algo por alguém para me salvar. Há esperança para nós, apesar de tudo. Esta é a mensagem do filme, que enfatiza em seu final que é possível reconstruir tudo com o amor, no caso a redenção de Jamal e Latika. O irmão, Salin, também se salva ao considerar o outro e permitir que Latika fuja, custando sua vida, e encontre-se com seu amado.
Também é preciso que se mencione o jogo “quem quer ser um milionário”, em que o favelado (slumdog) e entregador de chá contraria o que se espera de alguém em sua condição e o vence. O que sabe um favelado? O que nós sabemos?
A vida dura dos dois irmãos Jamal e Salin me conduziu aos meninos mendicantes de Fortaleza que eu estou vendo crescer. O que fazer? O que esses meninos passam diariamente para se alimentar? A todo tipo de humilhação e invisibilidade social estão sujeitos em tão tenra idade... E a violência acaba se tornando uma resposta necessária ao meio adverso...
Chamou-se especial atenção o uso que um criminoso indiano faz das crianças mendigas, ao cegá-las para aumentar a esmola. E depois quando aparece uma dessas crianças, cantando, cega, sua conversa com Jamal sobre sua pouca sorte, com seus olhos brancos a se revirarem, toca.
As imagens da infância sofrida poderia ter se passado no Brasil, em Fortaleza. Fica tão simples de entender a relação entre necessidade e ‘crime’ nelas. São cenas de um colorido e brilho contagiante, que me provocaram: enquanto enfrento minhas ralas dificuldades me lamentando, cedo às minhas futilidades e dissipo energia em aparências, há crianças por aí sem nenhum amparo.
Tenho que fazer algo por alguém para me salvar. Há esperança para nós, apesar de tudo. Esta é a mensagem do filme, que enfatiza em seu final que é possível reconstruir tudo com o amor, no caso a redenção de Jamal e Latika. O irmão, Salin, também se salva ao considerar o outro e permitir que Latika fuja, custando sua vida, e encontre-se com seu amado.
Também é preciso que se mencione o jogo “quem quer ser um milionário”, em que o favelado (slumdog) e entregador de chá contraria o que se espera de alguém em sua condição e o vence. O que sabe um favelado? O que nós sabemos?

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