Refletir sobre loucura, sobre nossa condição de terráqueo, para isso, avalio, me serviu esse filme. Prot que chega ao enredo através de uma viagem por feixe de luz, com uma velocidade ainda maior que esta, fala da vida no seu planeta k-Pax e, como se pode esperar, é interpretado como louco.
As sessões de tratamento dele com o psicanalista sucedem-se, e a partir delas, passamos a conhecer mais de nós mesmos (seres da Terra) por essa oposição com a realidade de K-Paz. Este planeta está num nível evolutivo superior, onde os seres parecem já ter se desligado de causas efêmeras, que marca a vida num planeta ‘primitivo’ como a Terra.
Lá, não existem famílias, as pessoas se desprendem de seus pais e são criadas pelo conjunto social; tendo, dessa forma, a chance de receber diversos tipos de educação. Além disso, a reprodução, diferentemente do que conhecemos, não é prazerosa, o que faz que cada indivíduo nasça depois de muita reflexão e pura vontade dos genitores.
Prot, o alienígena, demonstra conhecer bastante astronomia, o que fortalece o convencimento de que ele é um viajante do espaço. O relacionamento dele com os outros doentes do hospital psiquiátrico é corrente e marcado pela confiança destes no que ele diz, diferentemente do corpo médico. Há momentos, no entanto, que o “louco k-paxiano” inverte a lógica e é interpretado como sábio, alguém que tem algo a dizer e ensinar, como é o caso a visita a um centro astronômico, onde ele descreve perfeitamente a órbita de seu planeta.
O psicanalista, embora incerto se devesse acreditar ou não nele, permanece com os métodos de tratamento garantidos pela ciência. O paciente o instiga, inegavelmente. Ao recorrer à hipnose, e isso é uma das qualidades do filme, a meu ver, por bem retratar essa ferramenta da psicanálise, descobre a “verdadeira identidade” do extraterrestre Prot.
O habitante do espaço havia sofrido um trauma. Desses, incuráveis. E sua mente, então, para sobreviver, havia inventado uma nova maneira de ser. Uma forma distante dos humanos, em que as vontades e os medos terráqueos passaram a ser pequenos, como são talvez.
O doutor tenta mostrá-lo sua real identidade, pede-o para, pelo menos, considerar a possibilidade de estar errado. Prot declara, provocando reflexão: “Eu considero a possibilidade de ser um humano comum, se você considerar a possibilidade de eu ser de K-Pax”. O doutor cale-se, pergunta-se.
Nós estamos inegavelmente dando constantemente sentidos a nossa vida. Sentidos nossos, que podem, muitas vezes, não corresponderem ao que é tido como normal, saudável mentalmente. Pessoas que admitem isso são as loucas do mundo. E como elas têm muito a dizer de interessante, ou mais que isso, de pertinente. Prot deixa sua mensagem também, e assim a entendi: perceber a vida com a perspectiva da eternidade é uma virtude, e nos faz querer fazer o bem e buscá-lo, esquecendo-se dos interesses imediatos, ou de qualquer um.
As sessões de tratamento dele com o psicanalista sucedem-se, e a partir delas, passamos a conhecer mais de nós mesmos (seres da Terra) por essa oposição com a realidade de K-Paz. Este planeta está num nível evolutivo superior, onde os seres parecem já ter se desligado de causas efêmeras, que marca a vida num planeta ‘primitivo’ como a Terra.
Lá, não existem famílias, as pessoas se desprendem de seus pais e são criadas pelo conjunto social; tendo, dessa forma, a chance de receber diversos tipos de educação. Além disso, a reprodução, diferentemente do que conhecemos, não é prazerosa, o que faz que cada indivíduo nasça depois de muita reflexão e pura vontade dos genitores.
Prot, o alienígena, demonstra conhecer bastante astronomia, o que fortalece o convencimento de que ele é um viajante do espaço. O relacionamento dele com os outros doentes do hospital psiquiátrico é corrente e marcado pela confiança destes no que ele diz, diferentemente do corpo médico. Há momentos, no entanto, que o “louco k-paxiano” inverte a lógica e é interpretado como sábio, alguém que tem algo a dizer e ensinar, como é o caso a visita a um centro astronômico, onde ele descreve perfeitamente a órbita de seu planeta.
O psicanalista, embora incerto se devesse acreditar ou não nele, permanece com os métodos de tratamento garantidos pela ciência. O paciente o instiga, inegavelmente. Ao recorrer à hipnose, e isso é uma das qualidades do filme, a meu ver, por bem retratar essa ferramenta da psicanálise, descobre a “verdadeira identidade” do extraterrestre Prot.
O habitante do espaço havia sofrido um trauma. Desses, incuráveis. E sua mente, então, para sobreviver, havia inventado uma nova maneira de ser. Uma forma distante dos humanos, em que as vontades e os medos terráqueos passaram a ser pequenos, como são talvez.
O doutor tenta mostrá-lo sua real identidade, pede-o para, pelo menos, considerar a possibilidade de estar errado. Prot declara, provocando reflexão: “Eu considero a possibilidade de ser um humano comum, se você considerar a possibilidade de eu ser de K-Pax”. O doutor cale-se, pergunta-se.
Nós estamos inegavelmente dando constantemente sentidos a nossa vida. Sentidos nossos, que podem, muitas vezes, não corresponderem ao que é tido como normal, saudável mentalmente. Pessoas que admitem isso são as loucas do mundo. E como elas têm muito a dizer de interessante, ou mais que isso, de pertinente. Prot deixa sua mensagem também, e assim a entendi: perceber a vida com a perspectiva da eternidade é uma virtude, e nos faz querer fazer o bem e buscá-lo, esquecendo-se dos interesses imediatos, ou de qualquer um.
K-PAX é o nome de um filme de ficção científica, lançado em 2001. Foi dirigido por Ian Softley e interpretado por Kevin Spacey e Jeff Bridges, entre outros. Foi criado a partir do livro com o mesmo nome, escrito por Gene Brewer. O livro em questão é parte de uma trilogia.

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