segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O incrível Hulk - Louis Leterrier (2008)

Como eu desconheço os quadrinhos de Hulk, devo confessar que o assisti esperando uma diversão barata apenas proporcionada pela ação com grandes efeitos especiais e piadinhas de simples entendimento. Desse modo, o longa-metragem me pareceu útil. E até mais, me aflorou a imaginação ao me confrontar com situações completamente inverossímeis do enredo.

À lá filmes hollywoodianos, os personagens são movidos por causas ingênuas e infundadas, como é o caso do soldado, que resolve se transformar biogeneticamente num novo hulk. Outro exemplo é o professor de uma universidade americana, que, inicialmente, se mostra disposto ajudar o herói Bruce com os efeitos deletérios de sua mutação genética, e depois, contraditoriamente, muito naturalmente parece fazer o tipo “cientista maluco”, não vendo nenhum problema ético com manipulação genética e criando um monstro ainda pior.

Sente-se certa identificação com o protagonista, ao percebê-lo na condição solitária por ter que carregar um fardo. Nota-se a fórmula: explorando os sentimentos de heróis, propagando uma universalidade humana, que se garante o sucesso de filmes como este, tão claramente marcado pela lógica e cultura estadunidenses.

O português e modo de ser brasileiros foram pessimamente retratados no longa, como se é de esperar, na verdade: blockbusters têm pouquíssimo fundamento histórico e antropológico, e não há nenhum interesse que seja diferente. O filme não vem dar uma aula de história, mas vem despertar emoções, tão diretamente ligados ao nosso jeito ocidental de ser.

O fim sugere a possibilidade de a continuação trazer uma conexão com Homem de Ferro. Quem sabe o próximo me permita rápidos sorrisos, causados pelo que há de tolo e despreocupado em mim.

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